Artigo Especial - Ano 2016 - Volume 33 - Edição 100

A literatura como intervenção psicopedagógica com adolescente

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo apresentar a utilização de leitura de textos literários na intervenção psicopedagógica com um adolescente. Ele mostrava-se nas sessões como o bebê de sua mãe e na escola sofria bullying, queixando-se de ser zoado e isolado pela turma. Na tentativa de ser aceito pelos colegas, submete-se a eles, assumindo o lugar de bobo da classe. O valor terapêutico da literatura tem sido defendido por diferentes autores. Candido, quando afirma que a literatura tem o poder de humanização, Benjamin, que vê uma relação entre narrativa e cura, e Petit, quando estuda a leitura em espaços de crise. O texto literário por sua potência de construção e de abertura de sentido oferece ao leitor possibilidades para romper o aprisionamento de sentido único. Herrmann propõe o método da psicanálise, a interpretação, entendida como ruptura de campo e motor do processo terapêutico. É através desta que as regras que aprisionavam o sujeito emergem, criando possibilidade da construção de novos sentidos. Barone sustenta a utilização do método psicanalítico - a ruptura de campo - na clínica das dificuldades de aprendizagem, na qual apenas a segurança metodológica sustenta o trabalho do terapeuta que poderá inventar sua técnica através do uso da literatura. Os resultados demonstram que a leitura de textos literários criou situações humanas nas quais foi possível refletir sobre a própria situação de vida do adolescente. A leitura também propiciou a construção de seus conhecimentos cognitivos e o interesse pelo significado das palavras, postulado por Candido como uma terceira face significativa da literatura.

Palavras-chave: Literatura. Bullying. Adolescente.

ABSTRACT

This paper aims to present the use of literary texts reading in psycho-pedagogical intervention with an adolescent. He presented himself in the sessions as the mother’s baby and suffered school bullying, complaining of being mocked and isolated by his colleagues. In an attempt to be accepted by his classmates, he submits to them and accepts being the silly boy of the class. The therapeutic value of literature has been advocated by different authors. Candido says that literature has the power to humanize, Benjamin sees a relationship between narrative and healing, and Petit studies reading in spaces in crisis. The literary text, for its construction and meaning opening power, provides the reader with possibilities to break the meaning entrapment. Herrmann proposes the psychoanalysis method: the interpretation, understood as a field rupture and an engine of the therapeutic process. It’s through this interpretation that the rules imprisoning the subject emerge, creating the possibility of construction of new meanings. Barone supports the use of the psychoanalytic method - the field rupture - in the clinic of learning difficulties, in which only the methodological security supports the therapist’s job, who will be able to invent his own technique through the use of literature. The results show that the reading of literary texts created human situations in which it was possible to reflect about the teenager’s life situation. The reading granted him the construction of his cognitive knowledge and the interest in words’ meaning, postulated by Candido as a third significant face of literature.

Keywords: Literature. Bullying. Adolescent.


INTRODUÇÃO

Sabemos que "a literatura, oral ou escrita é fonte e reservatório de toda produção humana, em qualquer cultura, e através dela o homem reinventa-se continuamente. Síntese do passado, e semente do futuro a literatura oferece ao leitor a forma do humano, levando-o a compreender melhor a si e a seu mundo"1.

Para Candido2, a literatura "desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade e o semelhante". Como o autor, entendemos por humanização o desenvolvimento dos traços essenciais do homem como "o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso de beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor"2.

Apoiado nos pressupostos acima descritos por Candido2, especialmente, de que a literatura possibilita a capacidade de penetrar nos problemas da vida, este trabalho trata de uma intervenção psicopedagógica realizada com um adolescente utilizando-se a literatura. Com encontros semanais, de cinquenta minutos, a leitura de texto literário foi o instrumento principal neste trabalho. Ele consistia inicialmente na leitura, realizada pela psicopedagoga, de textos literários que eram escolhidos pelo adolescente a cada encontro. Após a leitura, o adolescente era convidado a falar sobre o que sentiu ou pensou sobre o texto lido. Os autores consideram como campo clínico as sessões de leitura de textos literários com o adolescente, reconhecendo o método psicanalítico - a interpretação - entendida como a operação do campo transferencial que visa produzir uma "ruptura de campo" que leva o adolescente a pensar sobre situações de sua própria vida. Vamos relatar duas situações em que a leitura de literatura provoca o adolescente a falar de si mesmo, favorecendo o surgimento de angústias, de sofrimentos vividos e, ao mesmo tempo, possibilidade de narração e ressignificação das dores.

 

O EFEITO HUMANIZADOR E O VALOR TERAPÊUTICO DA LITERATURA

Candido2 entende por literatura todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático, desde folclore, lenda, chiste até as formas difíceis e complexas de produção escrita das grandes civilizações.

Segundo Candido2, as produções literárias possuem um efeito humanizador, que se mostra em pelo menos três faces: na primeira, a literatura é uma espécie de objeto construído com estrutura e significado, ou seja, com sua "alternância regulada de sílabas tônicas e sílabas átonas, o poder sugestivo da rima, a cadência do ritmo - criaram uma ordem definida que serve de padrão para todos"2, o que permite a humanização e a transformação dos sentimentos de mera emoção para o da forma construída, que assegurando assim a generalidade e a permanência. Na segunda face, como uma forma de expressão a literatura "manifesta emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos", uma vez que, "a produção literária tira as palavras do nada e as dispõe como todo articulado [...] comunica-se ao nosso espírito e o leva, primeiro a se organizar; e, em seguida, a organizar o mundo"2. E, ainda, como uma terceira face ela é "uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação difusa e inconsciente", enriquecendo a nossa percepção e a nossa visão do mundo2. Sendo assim, a literatura está entre as manifestações ficcionais de uma sociedade e é fator indispensável de humanização.

Segundo Meneses3, a literatura apresenta um universo ficcional que reflete a nossa condição humana, ajuda-nos a organizar a nossa experiência, permite expressar e verbalizar nossas emoções, sensações e vivências que não conseguimos nomear. A "literatura promove uma passagem do nosso caos de sentimentos e percepções a um cosmos, mundo organizado"3. Também, ela oferece o acesso ao simbólico, organizando nossas experiências, percepções e sentimentos confusos, articulando-os em palavras, transformando-os em linguagem.

No entanto, nem sempre a leitura solitária pode abrir essa "passagem do Caos ao Cosmos: criação, organização"3. Acreditamos que, algumas vezes, seja necessário que, após a leitura, tenhamos a presença de alguém que nos ouça, para que a verbalização de nossas situações existenciais seja feita "para um Outro, (numa situação transferencial) que fornece a possibilidade de reorganizar o próprio mundo interior", esclarece Meneses3. Essa narrativa não deve ser lógica, ordenada ou cronológica, e sim descontínua, sincopada, no qual o passado se misture com o presente, e numa associação livre, aleatoriamente os eventos ficam sobrepostos, misturados a reflexões e cogitações. Dessa forma, as situações traumáticas podem ser recordadas, revividas e, possivelmente, ressignificadas no sentido profundo, no nível dos afetos. Ainda, para Meneses3, o fato de essa recordação acontecer em comunhão com o Outro e partilhada emocionalmente em seu sentido profundo, em um campo transferencial, abre-se possibilidades para que uma nova história de vida possa ser reconstruída e, assim, encontrar, talvez, algum sentido.

Entendemos que a atenção é a forma primeira de amor e somado a ela vem o acolhimento da fala, que transpõe em palavras as vivências e as situações existenciais de alto tônus afetivo, sentimentos e emoções. Assim, é a partir da fala e da narrativa, que esses sentimentos e emoções poderão ser reconhecidos, configurados e integrados ao psiquismo, estabelecendo-se significativos laços associativos. E, pelo fato de dar forma aos sentimentos e a visão do mundo, nos organiza, nos liberta do caos e nos humaniza, conforme entende Candido2.

O valor terapêutico da literatura tem sido defendido por diversos autores e entre eles destacamos Michèlet Petit4 e Walter Benjamin5. Este vê uma relação importante entre narrativa e cura, na qual narrar uma história significa possibilitar "o clima apropriado e a condição mais favorável de uma cura". Ele indaga:

[...] não seria toda doença curável se ela se deixasse levar pela correnteza da narração até a foz? Se considerarmos a dor uma barreira que bloqueia a corrente da narração, podemos ver claramente que ela se quebra quando o declive é suficientemente acentuado para arrastar tudo que encontra em seu caminho em direção ao oceano do venturoso esquecimento. O afago desenha um leito para essa correnteza5.

E, Petit4 defende a função reparadora da leitura, ressaltando que "uma obra é capaz, literalmente, de nutrir a vida". A autora estuda a importância da leitura nos espaços de crise (como guerra, violência, deslocamentos forçados, etc), e ainda considera muitas vezes que o próprio sujeito é em si mesmo um espaço em crise, com a perda total do sentido de viver e uma inibição das funções mentais. Abrimos um parêntese aqui para lembrar que esse é o caso do jovem adolescente isolado e solitário, com sérias dificuldades de relacionamentos que vamos relatar neste trabalho.

A autora sugere três hipóteses essenciais no qual a leitura de literatura possa promover uma função terapêutica e uma elaboração de sentidos: a primeira delas é o fato da leitura criar um espaço de intersubjetividade, de acolhimento e hospitalidade a partir de um encontro personalizado para ouvir o outro; a segunda é que a leitura dá um lugar de sujeito, no qual se fale em nome próprio, possibilitando-se, assim, "um espaço psíquico, como sustentar um processo de autonomização, de constituição de uma posição de sujeito"; e, por último, quando a leitura desencadeia uma atividade narrativa interna, possibilitando uma verdadeira apropriação, o que Petit4 entende como "uma metáfora em que o corpo é tocado". Enfim, que a leitura recrie um bom espaço de segurança e de confiança para que se reencontre a capacidade de restabelecer os laços seja com o mundo interno, seja com o externo, para que se recupere a capacidade de simbolizar, aprender, pensar, criar.

Sendo assim, acreditamos que ouvir história é se reconhecer, narrar a sua própria história, criar mundos imaginários e criar espaços internos. No nosso caso, e a história lida possibilitou ao adolescente a oportunidade de poder falar de si mesmo, e a partir daí se implicar, assumindo então uma posição ativa, quando faz uso do termo "EU".

 

A CONTRIBUIÇÃO DA PSICANÁLISE À INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

A Psicopedagogia pode trabalhar a partir de diferentes enfoques desde aqueles que enfatizam apenas os aspectos cognitivos e instrumentais da aprendizagem até aqueles que incluem o sujeito que aprende com suas questões afetivas e emocionais a partir de uma perspectiva psicanalítica.

Sendo assim, a partir da Psicanálise, Barone6, sob a perspectiva da Teoria dos Campos de Fabio Herrmann7, mostra a importância da mudança da técnica em função da dificuldade encontrada no atendimento do paciente e uma necessária adaptação do psicoterapeuta neste sentido.

Segundo Herrmann7, "um campo" é aquilo que determina e delimita qualquer relação humana, como o tema ou assunto determina um diálogo. Campos são regras de organização, dizem o que faz sentido num assunto e o que não faz parte dele, dizem, sobretudo que sentido faz o que está no campo. Ao se dissolver, por ruptura, o campo mostra, portanto, os pressupostos que dominavam uma certa forma de pensar e de sentir, que forças emocionais estavam em jogo e qual a sua lógica.

Barone6 sustenta a utilização do método psicanalítico - "a ruptura de campo" - como um interessante e promissor método para a clínica dos problemas de aprendizagem. Afirma que, apenas a segurança metodológica sustenta o trabalho do terapeuta, que poderá inventar sua técnica por meio do uso da literatura, dramatização e outras diante da dificuldade de aprendizagem. Para essa autora, a mudança da técnica pode ser feita porque está apoiada no método, ressaltando que podemos variar a técnica porque estamos de posse do método6. Esse modo de entender a interpretação psicanalítica é proposto por Herrmann7. Esse autor, observando teorias, escolas psicanalíticas e psicoterapias diversas, cujos resultados se assemelham, encontra um operador comum a todos no método psicanalítico - a interpretação - entendida como a operação do campo transferencial que visa à produção de uma "ruptura de campo". O autor entende que o efeito terapêutico é sustentado pela interpretação, isto é, pela "ruptura de campo"7.

Para Herrmann7, nas diferentes escolas psicanalíticas, o que se faz é uma escuta descentrada que tem como efeito a "ruptura de campo", fazendo surgir novas representações. Cremos que essa proposta de Herrmann7, como o próprio autor reconhece, amplia o alcance da psicanálise, fundamentando uma clínica extensa, em que o método é o coração do trabalho psicanalítico; e uma vez de posse do método podemos trabalhar clínicas diferentes.

 

O TEXTO LITERÁRIO E OS SEUS ESPELHOS

"Nas primeiras sessões, ele não tinha iniciativa para um diálogo, apenas me olhava nos olhos de maneira fixa e silenciosa. A sensação que eu tinha é que ele parecia um bebê/paciente que queria se ver nos olhos da mãe/psicopedagoga."

Como criar um espaço para que um jovem adolescente possa falar de si mesmo? Como criar um espaço de confiança e de segurança que possibilite o surgimento da liberdade para o diálogo que o leve a pensar criticamente sobre as situações da vida?

Nos primeiros encontros, ele permanecia em silêncio, apenas olhando atentamente para a psicopedagoga. Quando questionado, tinha respostas curtas, como: "sim", "não", "não sei". Nas sessões, ele apresentava-se como o bebê de sua mãe e, na escola, sofria bullying, queixando-se de ser zoado e isolado pela turma. Na tentativa de ser aceito pelos colegas, a eles se submetia, assumindo o lugar de bobo da classe ou, então, se mantinha isolado e sozinho a maior parte do tempo.

Até que, em uma sessão ele demonstrou seu gosto pela leitura de literatura. Contou sobre uma aula de literatura e a necessidade de escolher um livro para ler; e fazer a apresentação deste para toda a turma na sala de aula. Assim, a partir do paciente surge a ideia de trazer a literatura para as próximas sessões da intervenção psicopedagógica.

Nos primeiros encontros, ele apenas ouvia a história e sorria. Até que em certa sessão, diante da leitura do texto "O tolo", de Nicolai Leskov, o adolescente se sobressalta e se angustia ao ouvir a seguinte passagem do texto: "No dia seguinte de manhã, na caserna, ele se levantou antes de todo mundo e limpou tudo; em seguida engraxou as botas de todos os soldados veteranos. Os veteranos o elogiaram muito, mas perguntaram: - Vocês nos trouxeram um imbecil, mas ele é mesmo um maluco de nascença?"

A partir da leitura desse texto, o adolescente parece se identificar com esse personagem da história, e começa a falar de si mesmo, e do quanto se sentia zoado por seus colegas da escola. Afloraram seus sentimentos de inadequação, de solidão e de desamparo.

Em outra sessão, ao ouvir o texto "O arco", de Fiódor Sologub, que narra a história de um velho observando a brincadeira de uma criança acompanhada de sua mãe com um arco: o adolescente só é capaz de relatar a relação da criança com sua mãe, escotomizando a presença do terceiro personagem - o velho.

Novamente, o adolescente parece se identificar com a parte da história que faz sentido com a sua vida, ou seja, vê e fala apenas da situação que ele vive na sua casa com sua mãe, ignorando a existência de seus outros irmãos e sobrinhos, no cotidiano da vida familiar. Falou, também, sobre sua relação com a família, que era filho adotivo e que em casa precisava ficar trancado no seu quarto porque sua mãe não o respeitava no seu espaço, entrando a todo o momento no quarto, curiosa com o que ele fazia no computador.

As histórias lidas possibilitaram ao adolescente a oportunidade de poder falar de si mesmo, e a partir daí se implicar, assumindo então uma posição ativa, quando faz uso do termo "EU".

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A literatura, por sua potência de construção e de abertura de sentido, oferece ao leitor possibilidades para romper o aprisionamento de sentido único, abrindo, assim, possibilidades para outros sentidos.

O texto literário fez com que o adolescente se percebesse de outro lugar, e que numa fase seguida à leitura, ele se implicou, permitindo-se falar um pouco de si mesmo. Ele se mostrava numa passividade, depois da história ele se apresenta de maneira diferente. Parece que a leitura do texto literário teve uma potência de colocar em crise alguma representação que o adolescente tinha dele mesmo, permitindo se colocar de maneira diferente diante das questões da realidade da vida.

Nesta intervenção psicopedagógica, a literatura foi importante e fundamental porque criou espaços que favoreceram a construção de um bom vínculo entre o adolescente e a psicopedagoga, possibilitando momentos lúdicos e criativos que o ajudaram nas reflexões sobre si mesmo rumo a sua autonomia e autoria de pensamento. Propiciou, também, a construção de seus conhecimentos cognitivos e o interesse pelo significado das palavras, conforme postulado por Candido2 como uma terceira face significativa da literatura.

 

REFERÊNCIAS

1. Barone LMC, Costa BHR, Porcacchia SS. O leitor e o texto: a função terapêutica da literatura. Curitiba: Appris; 2016 (no Prelo).

2. Candido A. O direito à literatura. In: Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades/Ouro sobre Azul; 2004. p.169-91.

3. Meneses AB. A literatura e a organização da experiência. In: Barone LMC, coord. A Psicanálise e a Clínica extensa. III Encontro Psicanalítico da Teoria dos Campos por escrito. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2005.

4. Petit M. A leitura em espaços de crise. Rev Bras Psicanál. 2006;40(3):149-67.

5. Benjamin W. Narrativa e cura. J Psicanal. 2002;35(64/65):115-62.

6. Barone LMC. Psicanálises possíveis: a clínica psicanalítica nas dificuldades de aprendizagem. Memorias de las Investigación Tercer Encuentro de Investigadores em Psicologia Del Mercosur, Universidad de Buenos Aires; 2007.

7. Hermann F. Andaimes do real. O método da Psicanálise. 3ª ed. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2001.

 

 

1. Psicopedagoga Clínica (UNIFIEO); Psicanalista (Instituto Sedes Sapientiae/SP); Doutoranda em Psicologia Educacional pelo Centro Universitário FIEO (UNIFIEO); Docente do Curso de Graduação e Pós-Graduação em Psicopedagogia no Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), São Paulo, SP, Brasil
2. Psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBP/SP); Doutora em Psicologia Escolar (USP); Psicopedagoga Membro do Conselho Vitalício da Associação Brasileira de Psicopedagogia; Docente do Programa de pós-graduação em Psicologia Educacional do Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), São Paulo, SP, Brasil
3. Doutor em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano da USP. Bolsista de Pós-Doutorado pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES) no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Educacional da UNIFIEO, São Paulo, SP, Brasil

Correspondência

Sonia Saj Porcacchia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Educacional - Centro Universitário FIEO
Av. Franz Voegelli, 300 - Vila Yara
Osasco, SP, Brasil - CEP: 06020-190
E-mail: soniassp@gmail.com

Artigo recebido: 25/2/2016
Aprovado: 29/3/2016

 

Trabalho realizado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Educacional - Centro Universitário FIEO, Osasco, SP, Brasil.